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Reportagem

Lula ataca cortes e defende alívio na gasolina; Flávio mobiliza evangélicos no Rio

Em Natal, presidente associa ajuste do adversário a riscos para programas sociais. Candidato do PL nega cortes nos benefícios e apresenta propostas para mulheres no Rio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou à campanha em Natal, neste sábado, 10 de outubro, a defesa das medidas do governo sobre combustíveis e o ataque ao ajuste fiscal discutido pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL). No Rio de Janeiro, o senador participou de uma carreata, apresentou propostas para mulheres e falou em “guerra espiritual” durante um culto.

Os atos ocorreram a 15 dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio terminou a primeira votação à frente: recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, em balanço divulgado com 99,99% das urnas apuradas.

Combustíveis e programas sociais

Na capital potiguar, Lula participou da mobilização pela candidatura de Cadu de Lula (PT) ao governo estadual. Estiveram com ele a governadora Fátima Bezerra e os governadores eleitos Lucas Ribeiro, da Paraíba; Rafael Fonteles, do Piauí; Jerônimo Rodrigues, da Bahia; e Elmano Freitas, do Ceará, conforme a Agência Brasil.

O presidente afirmou que o governo utiliza receitas ligadas ao petróleo para proteger a população dos efeitos do conflito no Oriente Médio. Também disse que a gasolina diminuiu no Brasil, segundo a reportagem da Folha publicada neste sábado.

O pacote anunciado na sexta-feira, 9 de outubro, amplia a redução de tributos federais sobre a gasolina e mantém benefícios para o etanol. O Decreto nº 13.134 estabelece alíquotas zero para os tributos federais especificados sobre a gasolina entre 10 de outubro e 9 de novembro e prevê apoio financeiro a produtores de etanol.

Segundo o Ministério da Fazenda, a desoneração total equivale a R$ 0,89 por litro de gasolina A, antes da mistura com etanol. O impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026, que o governo afirma compensar com receitas extraordinárias do petróleo. Esses valores descrevem a política tributária e sua estimativa de custo; não demonstram, por si, uma queda equivalente do preço nos postos.

Lula também questionou de onde sairia o ajuste de R$ 250 bilhões discutido pela equipe econômica adversária. Associou uma eventual vitória de Flávio ao risco de perdas em políticas como Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida. Trata-se de uma acusação eleitoral do presidente, contestada pelo candidato do PL.

Na propaganda de rádio veiculada na sexta-feira, Flávio prometeu manter o Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida, além de preservar e reajustar o Bolsa Família. As declarações foram registradas pelo Jornal do Commercio.

Carreata, mulheres e culto

Flávio percorreu São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, ao lado de Douglas Ruas (PL), governador eleito. Segundo a Folha, exaltou o pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e repetiu que pretende receber dele a faixa presidencial se vencer.

No encontro “Mulheres com Flávio Bolsonaro”, na Barra da Tijuca, o senador prometeu oferecer crédito barato e creches para filhos de mulheres vítimas de violência nas Casas da Mulher Brasileira. Também defendeu resposta policial rápida para proteger mulheres com medidas protetivas, conforme o Poder360.

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O candidato afirmou ainda que políticas de inclusão estarão presentes em todos os ministérios, com atenção a famílias de crianças autistas. O encontro teve a participação de Daniella Marques, integrante da equipe de campanha, e de Fernanda Louback, vice-governadora eleita do Rio.

Depois, Flávio participou do culto do centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira, no Maracanãzinho. Segundo a Folha, o bispo Samuel Ferreira conduziu o coro “irmão vota em irmão” e enumerou razões para apoiar o senador, embora tenha dito que não estava pedindo votos. No discurso, Flávio descreveu a disputa como uma “guerra espiritual”.

Apoios e próximos atos

Flávio chegou ao fim da primeira semana do segundo turno com apoios de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, candidatos derrotados na etapa inicial, segundo o El País, em reportagem de 10 de outubro.

Em Natal, Lula pediu aos apoiadores que convençam eleitores idosos a comparecer à votação. Sua campanha também prepara viagens ao Sudeste: conforme a CNN Brasil, o planejamento prevê São Paulo em 13 e 14 de outubro e Rio de Janeiro nos dias 15 e 16. Minas Gerais está no roteiro, ainda sem data definida.

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