O que nos interessa
Documentos, dados, vídeos, fatos que o poder público ou uma empresa preferem não mostrar, e histórias de quem viu o problema por dentro. Não precisa ser uma denúncia pronta: uma pista já ajuda.
Em risco imediato?
Procure ajuda antes de nos procurar. Se você ou alguém corre perigo agora, ligue para o [190] ou procure a [defensoria]. Nós não substituímos a proteção da polícia ou da Justiça.
Se você é servidor público, também pode relatar o problema à ouvidoria ou à corregedoria do órgão. A lei garante a quem faz esse relato a preservação da identidade e proteção contra retaliação, como demissão ou perda de função (Lei 13.608/2018). Essa proteção nós não temos como oferecer.
Escolha o canal
Quanto mais protegido o canal, mais passos ele exige de você.
- Formulário seguro
Envie texto e arquivos pelo site. Não pedimos nome. Você recebe um código para acompanhar. Para mais proteção, abra o formulário pelo Tor Browser (torproject.org): assim o endereço de rede registrado não é o seu.
Para a maioria dos casos - E-mail com criptografia
Escreva para [fonte@alem.net.br] com a nossa chave pública. Serve para quem já usa PGP.
Chave: [impressão digital] - Mensagem cifrada
Fale pelo Signal com o usuário [usuário do Signal]. Antes, crie seu próprio nome de usuário e, em Privacidade, deixe seu número oculto: assim não vemos seu telefone. Ative as mensagens temporárias.
Conta da redação com número dedicado
As barras indicam a proteção de cada canal, de 1 a 3. Os dados de contato são provisórios.
Antes de enviar
- Se puder, use o Tor Browser (torproject.org), de um aparelho e de uma rede que não sejam do trabalho. A janela anônima comum só apaga o histórico do seu aparelho; ela não esconde seu endereço de rede.
- Retire dos arquivos o que identifica você: nome do autor nas propriedades, marcas d’água, metadados de fotos.
- Não conte a ninguém que vai nos procurar.
- Guarde o código de acompanhamento em um lugar seguro.
O que acontece depois
01
Recebemos
Uma pessoa da equipe lê tudo. Quem recebe não é quem decide a pauta sozinho.
02
Verificamos
Procuramos confirmar por outros meios: documentos, dados e outras fontes. Podemos pedir mais detalhes.
03
Combinamos as regras
Antes de usar qualquer informação, dizemos como pretendemos citar você e o que fica fora do texto.
04
Publicamos, ou não
Nem tudo vira matéria. O que não for publicado continua sob sigilo e é apagado conforme nossa política de guarda.
O que prometemos
Prometemos
- Guardar o sigilo da fonte que o pedir.
- Não revelar quem é você, nem a autoridades, nem diante de ordem judicial. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que jornalista não pode ser obrigado a revelar a fonte nem punido por se recusar. Se uma ordem tentar alcançar material que possa identificar você, vamos contestá-la pelos meios judiciais cabíveis.
- Dizer com franqueza os riscos que conhecemos.
Não prometemos
- Que haverá matéria.
- Que nenhum canal falhe: nenhum é 100% seguro.
- Que nossos equipamentos nunca sejam apreendidos. O sigilo nos protege de sermos obrigados a falar, mas não impede uma busca policial. Por isso guardamos o mínimo possível, pelo menor tempo possível.
- Sigilo a quem nos engana de propósito. Nosso compromisso pressupõe boa-fé. Se ficar comprovado que alguém nos passou, sabendo, uma informação falsa para nos usar, poderemos deixar de manter esse compromisso.
O sigilo da fonte é garantido pela Constituição, que o resguarda “quando necessário ao exercício profissional” (art. 5º, XIV). O Supremo Tribunal Federal entende que nenhum jornalista pode ser obrigado a revelar quem lhe passou uma informação, nem ser punido por se recusar (Rcl 21.504 e ADPF 601). O além invoca essa garantia sempre que a fonte pedir proteção e só usa a informação nos termos combinados com ela. Essa garantia impede que a redação seja forçada a falar; ela não impede que autoridades investiguem os fatos por outros meios.

