A prensa parou às quatro da manhã, e foi o silêncio que acordou a redação. Durante décadas, aquele ruído marcou o ritmo do jornal; sem ele, o prédio parecia ter perdido o pulso.
Nas pastas do arquivo, os carimbos contam outra história: a de quem decidiu, edição após edição, o que merecia a primeira página.
Entre 1962 e 1998, o jornal circulou com 11 formatos diferentes de manchete.
A memória de chumbo
Cada letra de chumbo pesava; cada título era uma decisão física. Quem montava a página sabia o preço de uma palavra a mais.
11formatos de manchete em 36 anos, segundo o acervo do jornal.
O que sobrou
Pastas, carimbos, folhas soltas: o jornalismo de arquivo trabalha com o que sobrou, e com o que se escolheu guardar.
Quem decide o que fica
No fim, a pergunta é a mesma de sempre: quem decide o que merece ser lembrado? A resposta, descobrimos, está nas mãos de quem guarda.


[TESTE] Os carimbos
Conversa
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